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Sagrada
Nossa Senhora de Fátima
Ao início desta manhã, este corpo descobriu que estava no
útero da Mãe – totalmente sem palavras e, no entanto,
as palavras surgiram para comunicar com aqueles corpos que ali estavam
e que iam poder compreender apesar dos condicionamentos. Nesta felicidade
de ser, nesta vitalidade de um vasto vazio, não havia nenhum centro
e, no entanto, havia uma centralização estranha. Não
havia circunferência, não havia nada a restringir nem havia
qualquer tipo de limites; contudo, existia o útero, existia a Mãe!
Estava a acontecer um surpreendente despertar de consciência e uma
tremenda energia de equanimidade (Samadhi). O corpo, apesar de tantas
lágrimas rolando pelo rosto, conseguiu telefonar à organizadora
do encontro informando que este corpo poderia não estar capaz de
cumprir com o horário estipulado para o retiro deste dia, e pediu-lhe
que gentilmente tomasse conta dos participantes o tempo que fosse necessário.
O tempo biológico deste corpo (69 anos) também se desvaneceu
porque estava na dimensão sem-tempo do útero da Mãe
Divina. De novo se tornou feto sem qualquer tipo de fragmentação.
Não havia qualquer dicotomia e nem sequer entre a Mãe e
o filho.
Na magnífica nova catedral onde Shibendu esteve ontem, um acontecimento
quase semelhante ocorreu! A linda e maravilhosa catedral parecia ser um
vasto útero e a estátua suspensa do corpo grande de Jesus
parecia ser um feto no útero! Não havia nenhuma tristeza,
sofrimento, piedade ou pathos na face da estátua. Era a face radiante
de uma criança no êxtase e na euforia da alegria e da felicidade
de estar no útero da mãe. De facto, Shibendu estava ele
próprio pendurado na cruz como aquela estátua!
Noventa por cento daqueles que vêm ver Shibendu, durante as suas
muitas viagens pelo mundo, espalhando veracidade, não ouvem! Tal
é a pressão dos pré-conceitos passados, com conclusões
pré-determinadas, preconceitos e paradoxos. Daqueles que escutam
(só dez por cento), noventa por cento não se comprometem
em compreender ou praticar os ensinamentos, ou seja, só dez por
cento se mantêm firmes (sadhak) para ponderar (swadhyay) e praticar
(tapas). Por sua vez, noventa por cento dos sadhaks mantêm-se na
fumaça da psique separativa “Eu” e não vêem
o fogo que está por baixo! Aqueles que vêem o fogo (só
dez por cento) florescem no discipulado (não se tornam seguidores)!
E noventa por cento dos discípulos são ainda apanhados no
Bibhakti (divisão) entre Guru e discípulo. Só dez
por cento deles enfim acordam em Bhakti (devoção ou divindade).
Onde estão esses tão poucos Bhaktas (devotos)? Onde está
essa última rendição?
Shibendu é de facto estúpido, viajando por todo o mundo
apesar de os Bhaktas (devotos) serem muito raros de se encontrar! Mas
mesmo assim, existe uma tal felicidade em ser estúpido!
Glória à
estupidez de Shibendu |