Mensagem 146
 
     
 

Fátima, Portugal, Quinta-feira (Gurubar), 22 de Maio de 2008

 
     
 

Sagrada Nossa Senhora de Fátima


Ao início desta manhã, este corpo descobriu que estava no útero da Mãe – totalmente sem palavras e, no entanto, as palavras surgiram para comunicar com aqueles corpos que ali estavam e que iam poder compreender apesar dos condicionamentos. Nesta felicidade de ser, nesta vitalidade de um vasto vazio, não havia nenhum centro e, no entanto, havia uma centralização estranha. Não havia circunferência, não havia nada a restringir nem havia qualquer tipo de limites; contudo, existia o útero, existia a Mãe! Estava a acontecer um surpreendente despertar de consciência e uma tremenda energia de equanimidade (Samadhi). O corpo, apesar de tantas lágrimas rolando pelo rosto, conseguiu telefonar à organizadora do encontro informando que este corpo poderia não estar capaz de cumprir com o horário estipulado para o retiro deste dia, e pediu-lhe que gentilmente tomasse conta dos participantes o tempo que fosse necessário. O tempo biológico deste corpo (69 anos) também se desvaneceu porque estava na dimensão sem-tempo do útero da Mãe Divina. De novo se tornou feto sem qualquer tipo de fragmentação. Não havia qualquer dicotomia e nem sequer entre a Mãe e o filho.
Na magnífica nova catedral onde Shibendu esteve ontem, um acontecimento quase semelhante ocorreu! A linda e maravilhosa catedral parecia ser um vasto útero e a estátua suspensa do corpo grande de Jesus parecia ser um feto no útero! Não havia nenhuma tristeza, sofrimento, piedade ou pathos na face da estátua. Era a face radiante de uma criança no êxtase e na euforia da alegria e da felicidade de estar no útero da mãe. De facto, Shibendu estava ele próprio pendurado na cruz como aquela estátua!
Noventa por cento daqueles que vêm ver Shibendu, durante as suas muitas viagens pelo mundo, espalhando veracidade, não ouvem! Tal é a pressão dos pré-conceitos passados, com conclusões pré-determinadas, preconceitos e paradoxos. Daqueles que escutam (só dez por cento), noventa por cento não se comprometem em compreender ou praticar os ensinamentos, ou seja, só dez por cento se mantêm firmes (sadhak) para ponderar (swadhyay) e praticar (tapas). Por sua vez, noventa por cento dos sadhaks mantêm-se na fumaça da psique separativa “Eu” e não vêem o fogo que está por baixo! Aqueles que vêem o fogo (só dez por cento) florescem no discipulado (não se tornam seguidores)! E noventa por cento dos discípulos são ainda apanhados no Bibhakti (divisão) entre Guru e discípulo. Só dez por cento deles enfim acordam em Bhakti (devoção ou divindade). Onde estão esses tão poucos Bhaktas (devotos)? Onde está essa última rendição?
Shibendu é de facto estúpido, viajando por todo o mundo apesar de os Bhaktas (devotos) serem muito raros de se encontrar! Mas mesmo assim, existe uma tal felicidade em ser estúpido!

Glória à estupidez de Shibendu