Por ocasião do 150º aniversário do nascimento (2011) do grande Sábio-Poeta Rabindra Nath Tagore,
vamos meditar sobre este poema em língua Bengali composto por ele:
Tomar Kautha Hetha Keho para
Na Bole, Kaure Shudhu Michhe Kolahaul,
Sudha-sagorer Teerete Bosia Paan Kaure Shudhu Halaahaul.
Aponi Ketechhe Aponar Mool,
Na Jaane Santar Naahi Paaye Kool;
Srotey Jaaye Bhese, Dobey Bujhi Shese,
Kaure Dibanishi Shudhu Taulomal.
AAMI Kotha Jaabo, Kaahaare Shudhaabo,
Niye Jaaye Saube Taania.
Akela Aamare Phele Jaabe Shese
Aukul Paathare Aania.
Suhrider Taure Chaayi Chaari Dhaare,
Aankhi Koritechhey Chhaulochhal.
Aponar Bhaare Mori Je Aponi
Kampichhe Hridoy Heenabaul.
Ninguém aqui se ocupa com a vida --- a Divindade Sem-Divisão ---o Amor---a Consciência na sua totalidade que está disponível e conectada a um corpo vivo. As pessoas aqui apenas andam envolvidas com o ruído fútil gerado pelas buscas ego-centricas absurdas, separativas e subtis e andam envolvidas com os paradoxos do "mim". Estão sentados mesmo ali na praia do Oceano da Imortalidade e no entanto estão a beber o veneno da perversão e da paranóia desse mito chamado mente, que é o inimigo da Vida.
Eles ("mim") cortaram as raízes à possibilidade de fazerem uma mudança radical que os conduziria à revelação da Vida, ao Outro lado, o Ilimitado. Eles esqueceram a Arte da exploração dentro da ilusão do ser interior e, portanto, não conseguem encontrar a plenitude da compreensão. Eles andam apenas à deriva e estão constantemente a ser atirados para fora pela corrente dos conceitos e conclusões de outras pessoas ---afundando-se nas artimanhas nojentas das poluições mentais.
Uma Consciência Desperta-Sem Escolhas gostaria de saber onde poderia ir e a quem poderia perguntar; porque os comerciantes da "religião" e de "Deus" estão ansiosos para pescar, agarrar e manipular os crédulos. Em última análise, eles irão profanar a pureza da Consciência não-divisiva e abandonarão as suas vítimas enfraquecendo-as na cilada do mito.
Consciência Desperta é procurar intensamente (sem a pressão e o preconceito de um espectador), por um amigo que verdadeiramente possa induzir (não influenciar) e acender o fogo do Despertar, apesar de todas as obscuridades do corredor de opostos em que esse "eu" vulgar e pequeno está constantemente a ser enredado. Um amigo que esteja, de facto, num estado de Vazio, Santidade e Hyper-alegria ou na Vacuidade, Pesquisa e Experimentação no Ser-Interior; embora ele possa falar sobre Paz, Proteção e Prosperidade ou acerca do Templo, Viagem e Tratamento por razões práticas. Os olhos enchem-se de lágrimas procurando por esse tal amigo. O "Mim" está morrendo, naturalmente, pelas suas próprias opressões e batalhas. O Ego está ficando enfraquecido e trémulo ao desaparecer nesse estado de total esquecimento para a Iluminação o preencher.
JAI SÁBIO TAGORE
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