|
Durante a prece, há uma demanda que surge fora da mente. Ela é
a dor da solidão, da agonia e da personalidade centrada no eu (individual)
no qual Deus está "presente" apenas como ausência!
Este Deus é o produto de debates decorrentes da lógica dos
teólogos.
Durante a meditação há uma imparcialidade, um estado
de "não-mente". Ela é um isolamento, um processo
de auto-esvaziamento no qual o inominável se faz em tremenda presença.
Isto não tem nada a ver com a conspiração dos "fiéis"
que ocupam a humanidade com todos os tipos de crenças, fanatismos
e batalhas em nome de Deus. O diálogo, neste isolamento, surge
do amor da verdade.
As preces surgem da consciência dual (1). A meditação
se origina da consciência inocente e desprovida de conteúdos.
Na prece, há mendicância e causalidade. Na meditação,
há bem-aventurança e graça.
Kriya-Yoga é executada afim de uma existência na "mente
conscientemente equânime" (2). E isto é meditação.
De forma alguma se trata de concentração ou de estar disponível
para reflexos condicionados em experiências. Meditação
é um movimento em Tathya (Realidade), enquanto que a prece é
uma estagnação em Tatwa (Teoria). Aonde há prarthi
(entidade subjetiva), não há prarthana (orador). É
por isso que apenas situações difíceis, paradoxos
e anseios são promovidos e perpetuados pela prece.
OM SHANTI SHANTI SHANTI
Verdade, Transe, Transformação, Transcendência.
(Truth - Trance - Transformation - Transcendence)
1)- O termo "separative consciousness" foi aqui
traduzido por "consciência dual".
2)- "Even-minded mindfulness" é o termo originalmente
usado por Shibenduji para descrever o estado consciente de equanimidade
da mente.
|