Mensagem 31

 
     
 
Johannesburg, África do Sul, 5/Dezembro/2000.
 
     
 

MENSAGEM DO NATAL DE 2000.
A consciência de Cristo é a percepção una da existência no qual estímulos e reações se tornam um único movimento. Então, a dicotomia desaparece. Experimentador e experiência são apenas um. Realidade é existência, não experiência.

Assim disse Jesus - Eu e meu pai somos um.
Vedanta diz - Aham Brahmasmi.
Ali Mansur diz - Anal Huq.
Buddha diz - Sunya Purna.
Lahiri Mahashay diz - Sunyer Sathe Kola - Kuli.

Neste estado, uma unidade sutil existe em equanimidade, em um estado dissoluto de Shivoham de bem-aventurança e graça. A consciência do ego é dual (separada) e afasta os movimentos da mente dos movimentos da vida e, portanto, gera dicotomia entre experiência e existência. Nesta situação, o ego reforça a si próprio através de escolhas e embaraços, proliferando dor e sofrimento.
A consciência de Cristo não é nem uma idéia nem uma propaganda. É um insight e uma percepção. Não é um jargão ingênuo de beatos hábeis que induzem ao dogma e à destruição. Ela é a Yoga (integração) do iminente com o transcendente, do efêmero com o eterno, da maestria com a mesura, conduzindo ao deleite e ao divino. Render-se também significa soberania espiritual. A fé é, portanto, a linguagem da natureza, não da mente. E então, a fé se torna liberdade, não uma prisão. A meditação se torna um ensejo de pura consciência, cheio de vitalidade e vigor, e não as maquinações fatigantes e tediosas da mente.
A tremenda energia espiritual que atingiu este planeta dois mil anos atrás sob a forma de Jesus Cristo não pode ser entendida através de um sistema de crenças produzido por mentiras de beatos. A percepção direta da consciência de Cristo é possível através do processo da Yoga, ponderando sobre os caminhos do ego (Swadhyay), praticando algumas vibrações (Tapas) e percebendo a verdade fora da moldura da vaidade e dos interesses individuais (Ishwara Pranidhan).
A cruz é sagrada, pois simboliza a aniquilação do eu individual (1) e, portanto, assemelha-se ao Símbolo da Yoga:
O céu e o inferno estão dentro de nós mesmos. A "não-mente" (não a mente vazia) é o céu. A mente (não a memória) é o inferno. A mente é o investimento psicológico interno e o excessivo envolvimento com as coisas da memória. A articulação da memória desenvolve ciência e tecnologia. A aflição da mente gera os horrores da guerra e a miséria através da ciência e da tecnologia. Na consciência de Cristo, o vazio é o centro da consciência e o ego é sua periferia.

OM CRISTO OM

 

1)- O termo original utilizado por Shibenduji é "I-ness", aqui traduzido por "eu individual".