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MENSAGEM DO NATAL DE 2000.
A consciência de Cristo é a percepção una da
existência no qual estímulos e reações se tornam
um único movimento. Então, a dicotomia desaparece. Experimentador
e experiência são apenas um. Realidade é existência,
não experiência.
Assim disse Jesus - Eu e meu pai somos um.
Vedanta diz - Aham Brahmasmi.
Ali Mansur diz - Anal Huq.
Buddha diz - Sunya Purna.
Lahiri Mahashay diz - Sunyer Sathe Kola - Kuli.
Neste estado, uma unidade sutil existe em equanimidade, em um estado
dissoluto de Shivoham de bem-aventurança e graça. A consciência
do ego é dual (separada) e afasta os movimentos da mente dos movimentos
da vida e, portanto, gera dicotomia entre experiência e existência.
Nesta situação, o ego reforça a si próprio
através de escolhas e embaraços, proliferando dor e sofrimento.
A consciência de Cristo não é nem uma idéia
nem uma propaganda. É um insight e uma percepção.
Não é um jargão ingênuo de beatos hábeis
que induzem ao dogma e à destruição. Ela é
a Yoga (integração) do iminente com o transcendente, do
efêmero com o eterno, da maestria com a mesura, conduzindo ao deleite
e ao divino. Render-se também significa soberania espiritual. A
fé é, portanto, a linguagem da natureza, não da mente.
E então, a fé se torna liberdade, não uma prisão.
A meditação se torna um ensejo de pura consciência,
cheio de vitalidade e vigor, e não as maquinações
fatigantes e tediosas da mente.
A tremenda energia espiritual que atingiu este planeta dois mil anos atrás
sob a forma de Jesus Cristo não pode ser entendida através
de um sistema de crenças produzido por mentiras de beatos. A percepção
direta da consciência de Cristo é possível através
do processo da Yoga, ponderando sobre os caminhos do ego (Swadhyay), praticando
algumas vibrações (Tapas) e percebendo a verdade fora da
moldura da vaidade e dos interesses individuais (Ishwara Pranidhan).
A cruz é sagrada, pois simboliza a aniquilação do
eu individual (1) e, portanto, assemelha-se ao Símbolo da Yoga:
O céu e o inferno estão dentro de nós mesmos. A "não-mente"
(não a mente vazia) é o céu. A mente (não
a memória) é o inferno. A mente é o investimento
psicológico interno e o excessivo envolvimento com as coisas da
memória. A articulação da memória desenvolve
ciência e tecnologia. A aflição da mente gera os horrores
da guerra e a miséria através da ciência e da tecnologia.
Na consciência de Cristo, o vazio é o centro da consciência
e o ego é sua periferia.
OM CRISTO OM
1)- O termo original utilizado por Shibenduji é "I-ness",
aqui traduzido por "eu individual".
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